terça-feira, 30 de março de 2010

MEMÓRIAS DE UMA NOITE TEMPESTUOSA.

Acordar, sair atrasado pra aula, encontrar a galera toda reunida e alegre. Energia positiva solta no ar, contagiando quem chegasse junto, me pegou também, aha! Saindo da aula começam os tormentos...

Passar no setor financeiro da faculdade, esperar uma hora pra ser atendido e descobrir de fato que não posso ter direito a o tão esperado desconto na mensalidade. E a filha da puta da primeira atendente semana passada vem me dizer que a empresa do meu pai - desde quando o TRE é uma empresa? Eu tava feito na vida! - não tinha convênio com a faculdade... Mulher mal informada da porra! Enfim...

Fim desse episódio, a volta pra casa, uma lua cheia a pino, 12h, água acabando e já quente. Chego em casa doido por um banho geladíssimo: meu quarto sendo arrumado. Mais um ponto pra teoria da conspiração...

Me preparo pra almoçar, ver um filme na sala e minha mãe querendo ver Big Bosta Brasil 10, SACO! Por fim ela desiste e eu consigo ver meu filme (o começo, pelo menos) e meu tão esperado almoço. Me ligam, vou à piscina ao encontro da figura e nada, fiquei no vácuo. Outro ponto.

Volto pra casa depois de ser abandonado no prédio, vou pro meu quarto, já arrumado, me deito pra ver filme e pego no sono, ninguém é de ferro não é verdade? Descanso mais de que merecido.

Acordo novamente por volta de 18:30, hora de ir pra minha segunda aula, em Design Gráfico. Relaxo na aula, finalizo a arte da calourada da facul e volto pra casa, mais uma vez. E pensar que meus estresses tinham terminado.

Minha mãe, novamente, me chama pra ajudá-la na confecção de ovinhos de chocolate, mas perdi um certo tempo conversando com uma amiga no MSN. Ao chegar na cozinha pra ajudar, recomeçam as reclamações: que sou irresponsável, não tenho hora pra acordar, só faço chegar tarde na faculdade, e por ai vai... Ora, se eu sou tudo isso pra que me chamar pra fazer chocolate de madrugada? Difícil de entender...

Pra fechar com chave de ouro a noite, ao me deitar na cama pra dormir, me vem à cabeça de que eu não consegui ainda ter sucesso profissional que tanto desejo, ver meus amigos de infância formados, já encaminhados em seus empregos e tudo mais. E eu? Ainda numa faculdade, agora mais de que nunca isso pesa na consciência.

Pra dormir, mais de hora esperando o sono chegar enquanto as lágrimas rolavam ao travesseiro, atravessando meu rosto como raios que rasgam o céu numa noite de tempestade...



Gilberto Martins Júnior.

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