Passar no setor financeiro da faculdade, esperar uma hora pra ser atendido e descobrir de fato que não posso ter direito a o tão esperado desconto na mensalidade. E a filha da puta da primeira atendente semana passada vem me dizer que a empresa do meu pai - desde quando o TRE é uma empresa? Eu tava feito na vida! - não tinha convênio com a faculdade... Mulher mal informada da porra! Enfim...
Fim desse episódio, a volta pra casa, uma lua cheia a pino, 12h, água acabando e já quente. Chego em casa doido por um banho geladíssimo: meu quarto sendo arrumado. Mais um ponto pra teoria da conspiração...
Me preparo pra almoçar, ver um filme na sala e minha mãe querendo ver Big Bosta Brasil 10, SACO! Por fim ela desiste e eu consigo ver meu filme (o começo, pelo menos) e meu tão esperado almoço. Me ligam, vou à piscina ao encontro da figura e nada, fiquei no vácuo. Outro ponto.
Volto pra casa depois de ser abandonado no prédio, vou pro meu quarto, já arrumado, me deito pra ver filme e pego no sono, ninguém é de ferro não é verdade? Descanso mais de que merecido.
Acordo novamente por volta de 18:30, hora de ir pra minha segunda aula, em Design Gráfico. Relaxo na aula, finalizo a arte da calourada da facul e volto pra casa, mais uma vez. E pensar que meus estresses tinham terminado.
Minha mãe, novamente, me chama pra ajudá-la na confecção de ovinhos de chocolate, mas perdi um certo tempo conversando com uma amiga no MSN. Ao chegar na cozinha pra ajudar, recomeçam as reclamações: que sou irresponsável, não tenho hora pra acordar, só faço chegar tarde na faculdade, e por ai vai... Ora, se eu sou tudo isso pra que me chamar pra fazer chocolate de madrugada? Difícil de entender...
Pra fechar com chave de ouro a noite, ao me deitar na cama pra dormir, me vem à cabeça de que eu não consegui ainda ter sucesso profissional que tanto desejo, ver meus amigos de infância formados, já encaminhados em seus empregos e tudo mais. E eu? Ainda numa faculdade, agora mais de que nunca isso pesa na consciência.
Pra dormir, mais de hora esperando o sono chegar enquanto as lágrimas rolavam ao travesseiro, atravessando meu rosto como raios que rasgam o céu numa noite de tempestade...
Gilberto Martins Júnior.






