Domingão, amigos, diversão, música, bebida, noite chega e estamos embregados. "Vamo jogá bola?! VAMO!" A idéia mais imbecil que já ouvi. Ninguém acerta nada, e eu, por vez, além de acertar o vento, caio feito jaca mole, literalmente ▬ cai e se espatifa no chão ▬ e tome arranhões nas costas e cotovelos, sem contar na contusão na bacia, ou vulgarmente, na bunda. Enfim...▬ Por sorte minha tatuagem salvou-se. ▬
Passa segunda, terça, quarta, dores, noites mal dormidas, curativos, pomada cicatrizante, gelo. Andar? MEDO! Cada passo, uma mancada, é sério. Finalmente quinta e resolvo procurar um médico. AGORA é que começa o dilema de verdade.
Existe o que chamamos "plano de saúde", para quem trabalha, se é de graça, bônus da empresa, e para os que podem, pagamos, e CARO!!! ligamos para vários hospitais para saber se nosso plano é aceito. É? Ótimo. Vamos! Portaria, recepção da emergência de um dos melhores do Recife. "Pois não?". Carteirinha do plano. "Desculpe, mas seu plano não é aceito aqui." Como não? Raiva, dor. ANDANDO vou à outro hospital. Atendido, muita gente, 'but no problem'. Voltando um pouco, no ponto de minha revolta.
Hospital PARTICULAR, ou seja, só pagando ou com plano de saúde. Tem? Tenho, mas não cobre mais. PUTAQUEPARIU!!! "Como assim Bial?". Anos antes fui nessa mesma emergência, plano de saúde igual, antendido. Hoje não? BIXO, eu só queria um curativo decente. Mas continuemos.
Para que serve então esses "planos de morte"? Nos lascamos para pagar, pouco usamos, e quando usamos nos fazem isso? Na frente do mesmo uma das mais movimentadas avenidas do Recife. Se eu me jogasse na frente de um carro, será que eu seria atendido/socorrido? Ou me encaminhariam para outro lugar? Revoltante. Imagino como devem se sentir os usuários do SUS, que deveria se chamar FVS: Foda-se Você Sozinho.
É de encher os olhos... DE LÁGRIMA, a situação em que encontramos a saúde pública e privada do país. Não vou falar da pública, pois não tenho embasamento.
Fundador e dono de hospital deve ser médico também. Se é médico, cursou MeRdicina, EITA, Medicina. Ao fim do curso, fez juramento: SALVAR VIDAS, entre outras coisas relacionadas com o bem-estar do induvíduo.
Tudo isso me fez pensar também na situação de quem não pode pagar. Mas falo disso em outro momento. Foi mais mesmo para desabafar, algo muito frustrante essa ida ao hospital.
"Have a nice day!"
Gilberto Martins Junior.

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