quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Poema


Memórias de um arrepio, por Pietro Leal.

Você pode ter esquecido
mas minha memória é eterna
Eu sou aquele arrepio
sem vento e sem frio
subindo em sua perna

O grito comprimido dentro dum pote
O cheiro cheiroso
que te esquenta o cangote
Eu sou o inferno e sou a paz

O passado que vai à frente
e o presente correndo atrás
Eu sou aquele que te segue enquanto anda
tragando teu cheiro de mel e lavanda
Eu sou a sua libido viva

A gota saliva que escapole do beijo
escorre na louça e ilumina o que vejo
E mais do que justo segue sua trilha
deslisa em teu busto e transborda à virilha

Eu sou o que essa gota é agora
Passeio em seu corpo
pouso em sua mão
e vou embora.

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